OPINIÃO: Paciência e técnica foram armas para Holm nocautear Ronda

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da bwin: Passado o choque pela cena de Ronda Rousey apagada no chão após um nocaute espetacular e inesperado no octógono do UFC 193, é hora de analisar alguns pontos que levaram a estrela americana a perder seu reinado de forma surpreendente neste sábado, em Melbourne, Austrália, no Etihad Stadium, para mais de 56 mil pessoas.

Para começar, temos de falar exatamente de Ronda. Por quê? Holly Holm fez exatamente o que se esperava dela. Ronda, não. Essa foi a surpresa.

Holm é ex-campeã mundial de boxe em três categorias diferentes. A americana de 34 anos é experiente, está acostumada a disputar títulos e lidar com a pressão. Ronda, por sua vez, tem experimentado coisas novas a cada sucesso no cage. Embora já tenha disputado as Olimpíadas quando era judoca, o auge da carreira da lutadora elevou junto sua vida fora do octógono. Isso pode ter pesado em sua terceira luta no ano, dentro de um estádio para uma multidão e com o mundo de olho em sua performance.

Mas, vamos falar da luta. Ronda sempre pressiona suas adversárias. Ela se aproxima com golpes abertos e quando consegue chegar perto agarra suas rivais para buscar uma derrubada ou abrir caminho para a finalização. O problema é que Holm é especialista em boxe, com uma técnica apuradíssima. Logo nas primeira aproximações, Ronda levou golpes potentes no queixo, o que foi a minando. A cada tentativa de aproximação, um soco no rosto.

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Quando Rousey tentou a finalização no chão, no meio do primeiro assalto,
Holly se defendeu bem e seguiu golpeando. À essa altura, a ex-campeão já apresentava sinais até então desconhecidos, talvez para ela mesma em seu jogo. Lentidão, pouca variação nos golpes, afobação, pouca inteligência… O primeiro assalto se encerrou com Ronda perdida, correndo atrás da rival com a guarda aberta, enquanto Holm mantinha a postura e conectava socos.

No intervalo do primeiro para o segundo round, Edmond Tarverdyan, principal treinador de Rousey, disse que seu jogo estava “ótimo” (?). Não orientou que era melhor buscar a derrubada, se movimentar melhor ou qualquer outra mínima orientação que diminuísse o prejuízo. Mais um sinal de que algo estava errado no caminho.

O segundo round se iniciou com a mesma Holm do primeiro. E a mesma Rousey também. A americana continuou perseguindo a rival e sofrendo golpes, perdendo força gradativamente. Para quem nunca tinha visto a americana sangrando, se impressionou mais ainda com sua reação ao levar socos. Ela ficou de costas. E foi em um desses movimentos que após abalar Rousey, Holly viu a rival dar as costas. Nesse momento, a ex-boxeadora usou outra arma letal que já havia apresentado em outras lutas: o chute. Foi paciente, esperou a hora certa, usou sua técnica e nocauteou de forma incrível Ronda Rousey.

De forma brilhante, Holm fez a estratégia perfeita e mostrou ao mundo que até Ronda Rousey coleciona erros. Ela os encontrou e soube tirar proveito disso na hora da luta.

A revanche deve acontecer em julho de 2016, no UFC 200. Até lá, Holly terá tempo para aprimorar seu jogo e não se acomodar. Enquanto isso, Rousey poderá consertar os erros cometidos e mostrar que pode retomar seu posto.

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